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As birras da mãe

Venturas e desventuras de uma tripeira que rumou a sul. As histórias da filha, da mulher e da mãe.

Sarampo - medidas URGENTES precisam-se!

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Como este assunto está na ordem do dia, infelizmente pelas piores razões, resolvi trazê-lo à baila.

Espero que esta publicação seja útil , esclarecedora e que fomente escolhas devidamente informadas, por isso antes de mais vamos aos factos:

  1.  O sarampo é uma das doenças virais mais contagiosas. Normalmente é considerada uma doença benigna mas em alguns casos pode ter contornos graves, chegando mesmo a ser fatal.
  2. Transmite-se pela via aérea através de tosse e/ou espirros da pessoa infectada, sendo que a saliva e as secreções nasais são o veículo de transmissão deste vírus.
  3. Inicialmente há febres altas, grande produção de catarro, tosse e conjuntivite. Passados uns dois dias aparecem os pontos brancos no interior da boca e depois as manchas vermelhas pelo rosto e corpo. Os sintomas podem manifestar-se entre 10 a 12 dias após o contágio e este período de incubação longo e sem sinais ou sintomas evidentes é responsável pela rápida propagação da doença.
  4. A ÚNICA forma de prevenção da doença é a VACINAÇÃO. Atualmente consta do Plano Nacional de Vacinação com duas doses - aos 12 meses e aos 5 anos, mas nem sempre foi assim pois a vacinação organizada apenas começou em 1973. Por isso se não teve sarampo e se tem dúvidas ter levado a vacina, confirme junto do seu centro de saúde para tomar caso seja necessário.
  5. O sarampo chegou a estar ERRADICADO em Portugal, mas em 2017 foram registados mais casos do que na última década, tendo sido um deles fatal, se bem se lembram. As pessoas vacinadas, podem também contrair o vírus mas de uma forma muito mais ligeira, menos contagiosa e sem complicações graves.
  6. Estes surtos de sarampo existem na região europeia pela existência de comunidades não vacinadas contra o sarampo.

Ora, se a vacinação é a ÚNICA forma de prevenção e se esta doença pode ser FATAL, porque insistem algumas comunidades em não vacinar os filhos?!

Na década de 90 foi publicado um estudo polémico que relacionava a toma desta vacina com a existência de autismo. Mas se um dos autores foi impedido de voltar a exercer por ter levado a cabo esse estudo fraudulento, faccioso e sem fundamento científico e o outro, ter-se-á suicidado depois de levar da cabala que criou contra a vacinação em geral, não consigo conceber porque se utiliza este estudo como porta-estandarte deste movimento contra a vacinação.

Mesmo existindo milhares de outros estudos que refutam e contrariam a teoria de que a vacina do sarampo pode provocar autismo, ou ter outros efeitos colaterais, que tenham causa-efeito devidamente comprovados, existem ainda comunidades de pais que não vacinam os filhos e isso faz com que a doença, outrora ERRADICADA, volte a ser uma ameaça para a população.

Confesso que este assunto mexe muuuuito com o meu sistema nervoso, porque esta corrente, faz muitas vitimas. Primeiro, os próprios filhos que, não sendo imunizados porque os pais consideram que as vacinas podem criar problemas à sua saúde, correm o risco de contrair doenças consideradas benignas, ter complicações graves e às vezes fatais - que o diga aquela jovem de 17 anos que morreu em Portugal e as restantes 34 pessoas por toda a Europa no ano passado. Depois as pessoas que, por apresentarem reações alérgicas graves quando tomam vacinas, não as podem fazer sob risco de morte por reação anafilática (reação alérgica sistémica grave). E por último, as crianças que ainda não atingiram a idade de tomar a vacina e o seu reforço, ou seja, que ainda não têm 5 anos.

Este grupo felizmente pequeno de pessoas que não pode tomar vacinas por reacções alérgicas e as crianças até aos 5 anos, estavam protegidos até aparecer este movimento anti vacinas, porque como há cada vez mais pessoas não vacinadas o que acontece é que as doenças que já tinham desaparecido, voltaram a surgir no panorama e representam um problema grave de SAÚDE PÚBLICA! Vejam o surto que está a eclodir no Hospital de Santo António no Porto - a Direcção Geral de Saúde acaba de confirmar 32 casos!

É de uma IRRESPONSABILIDADE GIGANTESCA a não vacinação por opção! Não só se coloca em risco a restante população, que diga-se de passagem não tem culpa nenhuma das ideologias malucas desta vertente anti vacinação, como promove um retrocesso enorme na luta e desaparecimento de doenças infecto-contagiosas graves!

Devo acrescentar que na escolha da escola dos meus filhos pesou (além de muitas outras coisas, claro) o facto de para nela ingressar seja necessária a apresentação do boletim de vacinas devidamente atualizado e lamento que esta medida não seja OBRIGATÓRIA em todos os estabelecimentos de ensino públicos ou privados, qualquer que seja a faixa etária.

Por outro lado, não consigo perceber como é que o Governo Português, depois do que se passou no ano passado, ainda não tomou medidas efectivas que protejam a população. As vacinas que constam no Plano Nacional de Vacinação deveriam ser OBRIGATÓRIAS (com a devida salvaguarda das raras excepções que as impossibilitam como expliquei acima) e deveriam ser aplicadas sanções a quem não cumpra, porque não respeitar a saúde pública é CRIMINOSO! O livre arbítrio não pode justificar tudo, porque "a minha liberdade termina quando começa a do meu próximo"!

Há que reduzir o número de cidadãos portugueses não vacinados, para que quando apareça o vírus trazido do exterior (segundo li o paciente zero é de nacionalidade francesa), este não se propague como um rastilho de pólvora e seja posta em causa a SAÚDE PÚBLICA. E para isso há que tomar MEDIDAS URGENTES!

E vocês? O que pensam sobre isto?

 

 

 

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