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As birras da mãe

Venturas e desventuras de uma tripeira que rumou a sul. As histórias da filha, da mulher e da mãe.

Afinal quem somos nós?

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Depois de umas larachas e de uns temas mais sérios, parece que chegou a hora de fazermos as devidas apresentações. Se há coisa que aprendi aqui por estas bandas é que não podemos ser logo "muito dados", pois corremos o risco de sermos considerados fáceis, psicopatas, serial killers ou algo que o valha.

Por cá as pessoas "dão-se" mais devagarinho, mais timidamente (mas só no princípio que depois "jaaasus" não há quem as aguente:P) e quando aparece uma mulher do norte a ser logo muito simpática ou a contar a vidinha toda, a malta fica logo de pé a trás.

Por isso, aproveitando o facto da Ana Rocha ter sido uma querida e ter desempenhado a difícil tarefa de nos colocar sob forma de um bonito desenho (bem mais fofo que os espécimes originais, by the way) que possibilitou o embonecamento do blog, bamosláber quem é esta gente e o que faz da vida.

Ora então aqui a je nasceu na extinta freguesia de Cedofeita (carago!) e viveu na Invicta até terminar o curso de enfermagem.

Na altura, com 22 anos e porque a classe apresentava já excedentes a norte, decidi vir para Lisboa. Cá ainda havia muita procura de enfermeiros e davam boas oportunidades a quem não tinha experiência. Tenho cá familia, que me acolheu (nunca haverão palavras ou formas suficientes de demonstrar a minha gratidão para com eles) e isso facilitou muito a coisa - caso contrário duvido que a minha mãe galinha tivesse alinhado nesta aventura.

A ideia original era vir ganhar alguma experiência, uns trocos e sair da casca claro, para depois regressar à minha terra, às minhas origens e ao meu mundo.

Amo o Porto de paixão e será sempre a minha casa - é lá que me sinto completa. Não sei explicar de outra forma, talvez só quem tenha passado por isto de emigrar/migrar consiga compreender como é possível viver noutra cidade ou país, construir lá um lar, uma família e ser feliz (muito feliz),  mas sentir que se regressa a casa sempre que voltamos à nossa terra e aos cantos da nossa infância (wiiiiirdow).

Mas as coisas quase nunca correm como planeamos, não é verdade? Já dizia o outro que a vida é o que acontece enquanto fazemos planos... Cada vez que ia a alguma entrevista de trabalho lá cima, tudo o que me era proposto parecia uma anedota comparando com o que me era proporcionado por cá (vencimento, horário, serviço...), o tempo foi passando e eu aprendi a amar esta gente que calça ténis ao invés de sapatilhas, veste collants ao invés de meias-calças e por aí fora. Entretanto, porque nem tudo pode ser fantástico :P, numa fatídica noite de Carnaval, ao som do melhor rock da linha encatraapisquei um menino do coro (mesmo menino do coro, daqueles que vão ao Natal dos hospitais e tudo, if you know what i mean) e o resto é história: primeiro vieram as picardias Norte/ Sul, FCP/ SLB (ainda hoje não vemos um jogo das duas equipas juntos senão dá molho), depois veio o Pisco (um beagle com um feitio tramado e teimoso que dói - dizem que os cães são o reflexo dos donos mas juuuro que não faço a mais pálida ideia de quem herdou o mau feitio - imaginem um grande e longo revirar de olhos), o Biscuit (yorkshire que herdamos da minha mãe, que já está muito velhinho e cego mas continua a andar por aí como se tivesse 3 meses - vai contra tudo portanto), 2 anos depois do casamento nasceu a Madalena ou a Nena como ela própria se auto intitula (uma menina de dois anos muito doce, meiga e intuitiva) e por último o Mateus (um bebé com 4 meses calminho, sorridente e rechonchudo).

Nós 6 formamos a pandilha Cabral e este cantinho será o palco das nossas histórias, desabafos e parvoíces. Nos breves períodos de lucidez poderão também contar com dicas sobre poupança (ah pois que isto de sustentar 6 bocas tem muito que se lhe diga) alimentação saudável, algumas receitas para miúdos e graúdos testadas e aprovadas por nós, informação sobre amamentação (ou não fosse eu, além de enfermeira, uma conselheira de aleitamento materno - CAM), parentalidade positiva e outras cenas mais que uma nurse pode partilhar convosco. 

Espero que tenham a paciência e a resiliência necessárias para aturar as birras desta mãe e que venham connosco nesta mega aventura a que chamamos Vida.

Á Ana queria uma vez mais agradecer todo o carinho que colocou neste trabalhinho do demo que lhe encomendamos e dizer que adoramos o resultado final.

E vocês o que acharam do novo look do estaminé?

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